
O Governo de Israel anunciou esta sexta-feira o fechamento temporário de todas as embaixadas israelenses como parte das medidas de segurança adotadas após os bombardeamentos realizados nas últimas horas pelas Forças de Defesa de Israel contra o Irã.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelense indicou que “devido aos recentes acontecimentos, as missões israelenses em todo o mundo serão encerradas e não serão prestados serviços consulares”, disse a Embaixada de Israel em Lisboa, através da página na internet.
Na mesma publicação, a embaixada disponibilizou um link para que os israelenses no estrangeiro informem sobre sua localização e estado.
A embaixada também pediu aos cidadãos fora do país que “contactem imediatamente” o departamento de emergências do ministério em caso de “emergência ou problemas”.
Por outro lado, recomendou que os cidadãos israelenses evitem exibir “símbolos judaicos ou israelenses em espaços públicos” e “a publicação de detalhes identificáveis sobre a localização ou planos de viagem nas redes sociais”.
Além disso, não devem “comparecer em grandes reuniões ou eventos associados a Israel ou comunidades judaicas” e são exortados a “cooperar com as forças de segurança locais” e a “manter um alto nível de alerta em locais públicos”.
Gideon Saar, Ministro das Relações Exteriores de Israel, informou que sua pasta está operando “em formato de emergência” e que foi aberta “uma sala de emergência para operar todas as missões de Israel em todo o mundo”.
“As missões de Israel vão operar a nível diplomático e através dos meios de comunicação em todos os domínios para permitir a legitimidade diplomática da operação militar [contra o Irã]”, afirmou, após uma “maratona” de contactos com homólogos de outros países para informar sobre os bombardeios.
ANDS | LUSA


