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O Leão de Judá desperta o Leão Persa

Importantes figuras da oposição iraniana pediram na sexta-feira que seus compatriotas derrubem o regime islâmico por meio da desobediência civil, informou o Sindicato de Notícias Judaicas, JSN na sigla em inglês.

Segundo o JSN, o apelo partiu de figuras proeminentes da comunidade iraniana no exílio, incluindo o príncipe herdeiro Reza Pahlavi.

Em um discurso direcionado ao povo do Irã, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vaticinou: “Acredito que o dia da sua libertação está próximo”.

Na manhã desta sexta-feira (13), Pahlavi culpou o regime dos aitolás pelo conflito com Israel e pediu aos iranianos que “derrubassem a República Islâmica por meio de protestos de rua e greves em todo o país”.

“Ali Khamenei, o líder tolo do regime anti-iraniano da República Islâmica, mais uma vez envolveu o Irã em uma guerra; uma guerra que não é [contra] o Irã e a nação iraniana, mas sim [contra] a República Islâmica e Khamenei”, escreveu Pahlavi, 64, que mantém residências nos Estados Unidos e na França.

Em seu discurso, Netanyahu transmitiu mensagem semelhante ao povo iraniano. “Nossa luta não é contra vocês. Nossa luta é contra a ditadura brutal que os oprime há 46 anos. Acredito que o dia da sua libertação está próximo. E quando isso acontecer, a grande amizade entre nossos dois povos ancestrais florescerá novamente”, disse o primeiro-ministro.

O principal objetivo de Israel ao atacar o Irã era neutralizar uma ameaça à sua existência, disse Netanyahu, explicando que Teerã intensificou seus esforços para desenvolver armas nucleares a um ponto em que estava a meses de seu objetivo.

Observando o nome dado à operação, “Leão Ascendente”, o primeiro-ministro citou uma passagem bíblica: “Eis que o povo se levantará como um grande leão e se erguerá como um leãozinho” (Números 23:24).

O nome da operação repercutiu entre os ativistas da oposição iraniana, que notaram que ele correspondia à figura proeminente do leão e do sol no centro da bandeira do Estado Imperial do Irã, que foi derrubado e substituído pela República Islâmica do Irã em uma revolução em 1979.

“Leão em Ascensão: O leão persa se erguerá novamente. O povo iraniano não quer nada além de liberdade e este regime de mulás com a guarda revolucionária chegará ao fim”, escreveu Ulysse Ellian, um parlamentar holandês de ascendência iraniana, no X.

Sob o governo do pai do príncipe, o Xá Mohammad Reza Pahlavi, o Irã era um aliado próximo de Israel. A revolução levou ao poder o regime atual, uma teocracia fundamentalista, também conhecida como o regime dos mulás, que significa clérigos xiitas. Esse regime fez da guerra contra Israel e da promessa de destruí-lo um princípio fundamental de sua política externa, concluiu o Jewish News Syndicate, que é uma agência e serviço de distribuição de conteúdo focado em notícias relacionadas a Israel e ao mundo judaico.

ANDS | JNS

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