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Agora quem dá bola é Israel

Falando à Euronews, a maior rede de televisão da Europa, o especialista em segurança Claude Moniquet afirmou que o Irã sofreu uma grande derrota militar, mudando drasticamente o equilíbrio de poder no Oriente Médio a favor de Israel. Se fosse brasileiro e gostasse de metáforas desportivas, Moniquet faria menção ao início do hino do Santos e diria: “Agora quem dá bola é Israel.”

Mudança significativa na geopolítica mundial

Segundo Moniquet, ex-agente dos serviços secretos franceses e autor de vários livros sobre a região, os recentes ataques de Israel, que envolveram mais de 200 aviões, mísseis e cerca de 300 alvos atingidos, incluindo a eliminação de líderes iranianos, representam um “ato de guerra” que não surpreende ninguém, pois há 25 anos o Irã promete riscar Israel do mapa e desde então a resposta de Israel é uma só: Nem tentem, pois nossa resposta será devastadora!

Esta é a razão pela qual Moniquet afirmou: “Israel sempre deixou claro que não aceitaria um Irã com armas nucleares, o Irã foi avisado várias vezes”, acrescentou o ex-agente.

Moniquet destacou ainda que o Irã, com seu sistema militar “completamente desorganizado” e diante da superioridade aérea de Israel, tem agora pouca capacidade de reagir.

O analista listou ainda quatro possíveis respostas que Israel pode esperar do Irã: o uso de drones, algo que já começou; ataques coordenados com grupos aliados, como os Huthis do Iêmen; o uso do terrorismo, que Moniquet considera inevitável a médio ou longo prazo; e, em caso de escalada, o bloqueio do Estreito de Ormuz, o que seria “um desastre para a Europa”. Ele alertou, porém, que uma guerra total é improvável devido à fraqueza militar do Irã, mas o tamanho das reações de Teerã será decisivo para o futuro do conflito.

Moniquet também observou que Israel, ao enfraquecer grupos como Hezbollah e Hamas, aliados do Irã, deu um golpe estratégico que pode incentivar revoltas internas contra o governo iraniano. “Por trás do Hezbollah, do Hamas e dos Huthis, está o Irã. Esse cenário pode mudar completamente a geopolítica do Oriente Médio”, afirmou.

A Europa nunca teve um conjunto tão fraco de líderes

Riscos para a Europa

O conflito também aumenta os riscos de segurança na Europa, segundo Moniquet. Ele alertou que alvos israelenses e americanos, como comunidades judaicas, embaixadas, empresas e até navios e aviões, podem ser atacados por células do Hezbollah ou do Irã. “Uma célula como a que foi desmantelada em Londres recentemente pode ser ativada para atacar na Europa”, disse, lembrando o histórico do Irã como “Estado terrorista” que já realizou ataques em solo europeu nas últimas décadas.

O especialista criticou a perda de influência da União Europeia na diplomacia do Oriente Médio, atribuindo isso à redução do poder militar europeu. “A Europa está de fora, excluída das grandes negociações diplomáticas, como as entre americanos e iranianos”, lamentou.

Com o Irã enfraquecido e Israel em vantagem, Moniquet prevê que os desdobramentos desse conflito continuarão a moldar o futuro da região e a segurança global, exigindo que a Europa tome medidas urgentes para proteger seus interesses e cidadãos.

ANDS | EURONEWS

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