
Danny Danon, embaixador de Israel na ONU, disse hoje que a intervenção das Forças de Defesa de Israel contra alvos militares e nucleares iranianos na manhã desta sexta-feira (13), foi uma “ação calculada e necessária”, e que Israel empreendeu esta operação “em resposta a uma crescente ameaça para a existência” do Estado e do povo de Israel.
Danon enfatizou que a República Islâmica tem um longo histórico de financiamento e treinamento de grupos terroristas por todo o Oriente Médio, mas a ameaça direta do regime “tomou um rumo dramático, com o Irã avançando significativamente em direção à capacidade de desenvolver armas nucleares”.
O diplomata israelense explicou que o serviço de inteligência de Israel descobriu um programa secreto que demonstrava um perigoso progresso iraniano rumo à construção de uma bomba atômica. Danon revelou ainda que o serviço secreto descobriu planos para um ataque surpresa contra Israel, com total apoio do Irã, planos estes que previam uma invasão “por todos os lados, com milhares de terroristas e milhares de projéteis”, com o objetivo de tornar esta invasão num episódio maior do que os ataques do dia 7 de outubro de 2023, pois este seria acompanhado de “um ataque nuclear”, completou o embaixador.
Danon disse que Israel “não podia e não iria esperar que esse momento chegasse”, e que “a ausência de consequências internacionais significativas” para as “repetidas violações” do Irã é algo inadmissível!
O diplomata lembrou ainda que, recentemente, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mostrou que o programa nuclear de Teerã estava fora dos parâmetros de seus compromissos internacionais, num relatório que também mostrou que o Irã oculta detalhes cruciais do seu programa nuclear.
Danon repreendeu António Guterres, o secretário-geral da ONU, que emitiu uma declaração na sexta-feira expressando “preocupação” com a operação de Israel.
“Devo perguntar: onde estava o secretário-geral quando o Irã passou anos se armando enquanto prometia varrer Israel do mapa?”, indagou Danon. “Onde estava a voz dele quando o Irã lançou centenas de mísseis e drones sobre nossa população civil?”
A pedido do Irã, o Conselho de Segurança da ONU deve se reunir ainda na tarde de hoje, primeiramente numa reunião aberta e depois a portas fechadas para discutir a operação de Israel e suas consequências.
“Não ficaremos quietos enquanto nosso povo é alvo. Não de novo. Nunca mais. Palavras vazias não deterão o Irã. Israel sim”, concluiu o Embaixador.
ANDS | JSN



